A oitava viagem de Simbad, o marujo

Quem já leu o livro “As mil e uma noites – contos árabes” sabe muito bem que o marujo Simbad contou a Hindbad as peripécias de sete das viagens que realizou. Poucos (nem mesmo Hindabad) conhecem, porém, a oitava viagem de Simbad, que o intrépido marujo relatou à Bianca, ao Iago e à Luiza – e que você pode ler a seguir…

A oitava e última viagem de Simbad, o marujo.

Eu já estava velho e desde minha sétima viagem não viajei mais. Eu estava bem consciente de que meus últimos anos já estavam chegando.
Uma velha amiga minha foi morta e seus cequins roubados e, por mais estranho que pareça, eu fui acusado de matá-la. Jamais teria cometido esse crime, mas infelizmente todos estavam certos de que o criminoso era eu – então, fui obrigado a sair imediatamente da minha cidade.
Resolvi ir morar na cidade mais próxima dali, que se chamava Clabata. Com um pouco de dificuldade, construí um pequeno barquinho, já que o percurso no mar seria bem pequeno.
Juntei minhas coisas mais preciosas a um pouco de comida – não precisei de mais de duas malas.
Comecei minha viagem, com fé em que nada de ruim iria acontecer já que a cidade de Clabata ficava super perto. Fiquei mais ou menos uma hora no mar e agora teria apenas que andar por uma mata por mais, no máximo, uma hora e meia. Não tinha jeito de eu levar meu barquinho junto porque não havia ninguém por perto para me ajudar, pois Clabata era quase desconhecida.
Já era quase meia-noite e eu estava exausto. Resolvi então dormir e de manhã continuaria minha caminhada.
Acordei cedo e comecei a caminhar em direção à cidade. De repente, ouvi um barulho. Fiquei parado e quando vi já estava no chão com uma criatura enorme, com garras e dentes grandes em cima de mim. Rebati-me contra essa criatura e gritei, mas ela era muito mais forte do que eu. Graças a Deus, chegou um homem com uma lança. Ele enfiou a lança nas costas do animal e assim me salvou. Ele me acompanhou até a cidade, onde ele morava também.
Conversamos, contei das minhas outras viagens e como eu chegara ali. Bem, não ganhei nenhum cequim a mais com minha oitava viagem, mas uma coisa muito melhor: um grande amigo.

Categoria: Português Tags: , , , .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *